E assim começa o processo de edição do filme.
Primeiro o Paulinho me mostrou um corte totalmente no olhar dele, que era exatamente o que eu queria. Um olhar desprendido de melhor take, sem vicios de set, e pensando no melhor pro filme como um todo, não só como imagem, som ou atuação.
Depois desse corte nos encontramos novamente e ficamos 4hs e meia revendo tudo e remontando tudo, aí entra a paciência enorme e a noção imensa de edição do Paulinho Querido. Chegamos num segundo corte.
Depois disso sentei com o Gus de novo, falamos sobre a trilha, sobre a pegada do filme, sobre as ambiencias, referencias (muse) e etc. E fomos filmar Paranapiaca.
Levamos o dia todo para filmar um plano (O plano, O movimento de grua, A atuação, e A neblina final), e acabamos fazendo um extra sensacional (da igrejinha). O Gus e o Yuri (meus músicos exclusivos, hehe) tiveram a fantástica idéia de levar os instrumentos e gravar tudo lá em Paranapiacaba. Chegamos lá e encontramos um lugar ótimo pra gravar os clarinetes, flautas e coisas estranhas.
Pra finalizar, os dois queridinhos da diretora foram gravar a flauta doce no próprio riacho que o personagem passava no último plano. Desculpa, não da pra explicar como ficou, só vendo mesmo.
Depois de ter a cena final e já com alguma trilha pensada, fomos para o 3o corte. Aí ja comecei a ver nascer um filme, uma linguagem e uma narrativa.
Depois disso passei o 3o corte pro Gus e ele pensou e fez a trilha pro filme todo, amei, pirei, gritei, finalmente encontrei o ingrediente para transforma-lo num filme de suspense: a trilha do mal!
Semana passada gravamos os offs do filme paralelo na Input. Foi ótimo, os meninos de lá são mega queridos e prestativos. E o material ficou lindo (acabei mudando um pedaço da frase lá, sempre temos que estar abertos á mudanças!).
Agora temos tudo feito, que venha o 4o corte!!